Friday, April 23, 2010

Acordar

Triste a vida de quem ama só...
Perpetuarás essa dor
por não saberes cultivar
Quando teve em suas mãos
a dádiva de ser correspondido
um sentimento tão nobre
Que somente os amantes podem desfrutar...

Não foste tua arrogância
em achar que jamais acabaria
o doce mel de meus lábios
o ardente êxtase
que percorria meu corpo
quando estavas perto de mim

De repente distânciei-me
diante de tamanha indiferença
esgotou-se o que em mim
havia demasiadamente....
Deteriorou-se tudo
o que havia de belo
desmistificou-se o que era
infinito!

Só restou você,
simplesmente você
Sozinho com sua astúcia
Na imensidão de sua
ignorância
Ao achar que seria
para sempre
O infinito findou-se
a mim já não tens...

Acordarás e verás
que é tarde demais...

Por: Fernanda Molon

O infinito da alma

Eis que um anjo do céu exclamou
Jamais o teria de volta
o seu coração palpitou
suspirou com o pouco ar que lhe restara
sem saber como enfrentar o seu dilema
mas enloquentemente procurava respostas
e descobriu que a vida não é apostas
e sim improvisos, não precisa de tema

Em virtude disto precisavas arriscar
Haverias tempo hábil para refazer
O que ninguém tinha como saber
era que ele poderia com um sorriso
desvendar tudo que é preciso
para tudo conhecer

Bastava ir além
para uma respostas encontrar
do infinito para descobrir ainda havia vida
mesmo ainda inerte...
uma chance desprovida
ainda latejava um fosco de esperança
como um sorriso de criança
a sua alma como um flerte

Por: Fernanda e Ronaldo